QUEM É ZÉ LUÍS?
(a gente tenta desvendar aqui)
O São Paulo vai apresentar a sua peça de reposição para a vaga deixada pelo volante Josué. Nem Fabinho nem Fábio Santos, que não foram liberados pelos seus respectivos clubes. Trata-se de Zé Luís, jogador que passou pelo Atlético Mineiro, São Caetano (onde ainda tem os direitos federativos vinculados) e atualmente está no Verdy, de Tokio.
A diretoria já acertou com o clube japonês e com os dirigentes do time do ABC, que tem participação no valor da multa rescisória do atleta. Como parte do pagamento, o meio-de-campo Rafinha vai defender o Azulão na Série B deste ano.
Afinal quem é Zé Luís?
Zé Luís não chega como destaque e, na minha opinião, não será fácil para ele ocupar a vaga que atualmente é de Richarlyson, que está segurando a barra e jogando bem. Porém, com 28 anos, o volante tem experiência, fôlego e porte físico para brigar pela vaga, melhorando ainda mais as opções do elenco. Lembram do golaço que ele fez na gente em 2005? Foi naquela virada de 4 X 3 qua aplicamos no S.Caetano no Paulistão, quando ele pegou a bola no meio campo driblou meia zaga e foi pra dentro do gol. Um verdadeiro golaço!!!
Vejam o gol do Zé Luís (é o terceiro do São Caetano na partida):
Claro, não dá para contratar um jogador por uma partida, muito menos por um gol. Mas como nossa diretoria é muito competente, e eu acredito muito no Milton Cruz, vejo a chegada do volante como uma boa contratação. Não impactante, mas boa. Zé Luís chegará por empréstimo de três meses ao São Paulo. Boa sorte a ele!
Saudações tricolores.










BATE BOLA COM OS INTERNAUTAS
Polêmicas do clássico Sinceramente não vejo porque tanta reclamação da marcação do tricolor em cima dos Palmeirenses. E ainda mais reclamação de um clube que iniciou, com Felipão, esse tipo de marcação. Valdívia, assim como Dagoberto, são jogadores leves e habilidosos e precisam ser marcados em cima, como manda o futebol dos dias de hoje. Não houve violência explícita em nenhum lance; apenas jogadas duras. Com certeza se não houvesse a marcação dos tempos modernos, ambos seriam os destaques de ontem. Da parte do São Paulo, Dagoberto está aprendendo a marcar e ajudar na marcação da defesa adversária. Quanto ao gol anulado, é muito difícil ficar analisando "fração de segundo" e posicionamento da defesa. Podia ser válido ou não. Não foi e, na minha opinião, foi bem anulado. Tem gente que tem opinião contrária. Assunto encerrado e vamos ao próximo adversário...
Bosco Bosco foi agredido ao final da partida por meia dúzia de torcedores palmeirenses. O motivo seria que o reserva de Ceni havia desrespeitado o símbolo do Palmeiras e incitado a torcida. Se realmente aconteceu isso, Bosco tem culpa e deve ser punido. Mas o que é certo (por que aconteceu na frente de todo mundo) foi torcedores estarem em área reservada para jogadores e imprensa, coisa que não é permitida. Se o São Paulo foi punido por algo semelhante contra a Ponte Preta (há um tempo atrás que não voltou mais), no Morumbi, agora é a vez do Palmeiras. Nada justifica a violência. Ontem os "róseos" provaram que, nesse aspecto, ainda são "time de bairro". Fora penetras!
Morumbi 2014 Não me iludo com a visita dos técnicos da FIFA para avaliar São Paulo e o Morumbi. Para mim, a decisão final será política e não técnica. E mais: Por mim a Copa nem seria aqui. Ou você acha que torcedores comuns brasileiros irão aos jogos pagando 30, 40 reais???
É cedo Ainda é muito cedo para falar que o São Paulo será campeão este ano. Vamos com calma e seriedade conquistar, jogo a jogo, nossos objetivos. É muito importante, nesse momento, a palavra de Muricy, Milton Cruz e Rogério Ceni para que os jogadores não se acomodem.
Amarelada Tem gente que diz que o Valdívia amarela sempre contra o São Paulo. Será que é o mesmo efeito "Tevez"? Diz aí sua opinião!
PARTICIPE DO BATE BOLA, OPINE!





PALMEIRAS 0X1 SÃO PAULO
Vitória de "gente grande" no Parque Antarctica!
Com um futebol eficiente, dominante no primeiro tempo e pragmático na segunda etapa, o São Paulo passa pelo rival e mostra que continua sólido na corrida do Campeonato Brasileiro 2007.
O jogo, de certa forma me surpreendeu pela movimentação. A defesa tricolor, como eu havia previsto no podcast da Globoesporte.com, foi soberana em praticamente todas as etapas da partida e, com a ajuda do ataque (?) palmeirense, mostrou quem manda nos últimos anos no Sumaré/Pompéia. Do outro lado, um adversário aguerrido, porém nervoso, sem ataque e com uma torcida que jogou com o time, gritando falta em todas as jogadas possíveis e imaginárias. Enfim, fazendo o seu papel.
O primeiro tempo começou bom para o Palmeiras. Jorge Wagner, que começara no meio campo (enquanto Richarlyson atuava na ala), não dava sustentação na frente da zaga. Caio Júnior colocou Makelele por lá e por pouco o time não toma um gol logo no comecinho. Adivinha quem estava lá para salvar? O melhor goleiro do Brasil: Rogério!
Foram 15 minutos de desorganização defensiva mas, com méritos, Muricy percebeu a falha e trocou JW e Richa de posição. A defesa voltou a se organizar, a ala continuou com boa marcação e Jorge apareceu mais no apoio, caindo para dentro do meio campo palmeirense.
O restante da primeira etapa (30 minutos) foi todo do tricolor, que mandou até o final dos primeiros quarenta e cinco minutos. As poucas jogadas de "mago" Valdívia, o bom jogador palmeirense, foram aos poucos sumindo, como um passe de mágica. O meia não resistiu ao jogo forte e viril das duas equipes e saiu contundido de campo. Amarelada em jogo "decisivo"? Você decide!
O domínio e as chances foram surgindo naturalmente no primeiro tempo e, assim, o tricolor foi premiado com um belo gol de Jorge Wagner, em uma excelente jogada de Dagoberto e o pivô de Aloísio, numa das poucas jogadas que o centroavante tricolor teve sucesso.
Vem a segunda etapa e, apostando no sucesso do paredão tricolor, o time abdicou da ofensividade e tratou de gastar a bola durante os 45 minutos finais. O Palmeiras, jogando em casa e com o apoio da torcida, cresceu e veio para cima, mas não tinha punch suficiente no seu ataque (?) contra a maliciosa defesa tricolor.
O São Paulo, sem contra-ataque, fez valer do melhor elenco e finalizou o jogo com certa tranquilidade, apesar das eternas reclamações de quem perde (pênalti, anti-jogo, etc.)
É mais uma vitória de um time que tem postura de gente grande e sabe o que quer.
Agora é fazer mais uma boa partida contra o Paraná e esperar nossos adversários diretos se morderem entre si.
Vai, tricolor!
Ps. Valdívia: futebol, hoje em dia, é jogo pegado... para homem! Um abraço e saudações tricolores!
PALMEIRAS 0X1 SÃO PAULO - NOTAS DOS PERSONAGENS DA PARTIDA:
Rogério Ceni Uma boa defesa logo no começo do jogo e, de resto, não foi assim "tão exigido" pelo ataque (?) palmeirense. Nota: 7,5
Souza Bem ofensivamente no primeiro tempo. No segundo tempo muito displicente, nem marcando nem defendendo e criando problemas para Breno na ala defensiva. Ganhou a aposta de Pierre e Flávio Prado no Mesa Redonda! Nota: 5,5
Alex Silva Boa participação na zaga, anulando o Mago (?). Saiu na metade do jogo por estar com um cartão amarelo por opção em conjunto com Muricy, que tem elenco para isso. Nota: 7,5
Breno Grande presença na área, anulando todas as opções aéreas do ataque (?) palmeirense. Nota: 8,5
Miranda O senhor da zaga! Muita malícia, experiência e sangue frio. Acabou com o ataque (?) palmeirense no lado esquerdo. Nota: 8,5
Jorge Wagner Um dos melhores da partida. Tocou bem a bola, distribuiu o jogo e fez a sua parte na ala esquerda. Um golaço! Nota: 8,5
Richarlyson Rapaz, o Richarlyson colocou meio time do Palmeiras no bolso! Jogou muito bem defensivamente e, quando acertou seu posicionamento, não deu chances ofensivas ao adversário. Makelele saiu pois sumiu em campo, por causa da marcação dele. Nota: 8,5
Hernanes Não foi tão eficiente na ligação das jogadas mas fez o seu jogo tático e ajudou muito na marcação. Nota: 7,5
Leandro Apesar de não chutar a gol (falha grave), lutou muito e a torcida valoriza isso. Não é meia, mas apareceu bem quando jogava aberto. Nota: 6,0
Dagoberto Muita mobilidade, crescendo a cada partida. Bela assistência para o começo da jogada do gol são-paulino. Saiu na metade do segundo tempo e, sinceramente, se não estava cansado, saiu errôneamente. Nota: 7,5
Aloísio Na única jogada de sua especialidade, uma bela jogada de "pivô" para o golaço tricolor de Jorge Wagner. No mais aquela luta e garra de sempre porém sem muita eficiência ofensiva. Nota: 7,0
André Dias Entrou e manteve o altíssimo nível da zaga paredão do São Paulo. Nota: 8,0
Hugo Entrou bem na partida, ligando o contra-ataque. Pena que não tínhamos eficiência ofensiva no segundo tempo. Nota: 8,0
Borges Entrou para segurar a partida e conseguiu. Muito pouco tempo, por isso: Sem nota.
Muricy Ramalho Um bom primeiro tempo com uma bela inversão na marcação, bem no começo da partida. À partir dos 15 minutos, o SPFC foi premiado com um belo gol. No segundo tempo o time abdicou de jogar e o técnico se safou pela enorme eficiência da zaga. Mesmo assim leva uma boa nota pela garra do time, a mexida no primeiro tempo e a experiência adquirida jogando fora do Morumbi: Nota: 8,0
Arbitragem O juiz é fraco para a partida. Mas, na minha opinião, não influenciou em nada o resultado. Bandeiras bons.
Torcida Os torcedores do São Paulo, como sempre na pior posição do estádio, sairam rindo a tôa, como está sendo de praxe ultimamente. Agradecemos a preferência! Nota mil!

MOVIMENTO DOS "SEM CRAQUES"
Vale a pena dar uma lida no post de André Rocha, do blog Futebol e Arte.
É um texto muito bem conduzido, que fala das dificuldades dos clubes brasileiros em se manterem fortes no cenário esportivo da atualizade. O texto é quase que "um último suspiro" brasileiro e é bem contundente. Segue o texto de André na íntegra:
Prezados amantes do esporte bretão mais brasileiro do planeta bola,
Nós que admiramos tanto o futebol bem jogado, o gol de craque, o drible desconcertante, o passe milimétrico e a elegância dos gênios dos gramados precisamos nos unir nesse momento que se configura um grande divisor de águas na História do país pentacampeão mundial. Algo precisa ser feito para que voltemos a assistir grandes espetáculos nos estádios brasileiros, com jogadas que valham cada centavo do ingresso comprado. Daqueles jogos que nos façam contar, orgulhosos, para os nossos netos: "Eu estava lá!"
Precisamos de soluções para qualificar o futebol jogado em nosso território. E não basta trazermos apenas cobranças! Seguem algumas propostas de melhorias para o combalido futebol brasileiro:
1 - Proibição expressa em lei de transferências para o exterior até os 21 anos, sem direito a pré-contratos, propostas antecipadas, etc. Isso garantiria uma permanência do jogador que pudesse dar um retorno, pelo menos em termos de resultados, para o clube formador do atleta. E o mais importante, brindaria o torcedor com o futebol requintado dos jovens craques por algum tempo;
2 - Campanha de conscientização dos jogadores do papel do empresário. Esclarecer que uma negociação com um centro menor pode prejudicar sua carreira a médio e longo prazo, com a possibilidade de retornar ao país desvalorizado. Na maioria das vezes, a negociação só é vantajosa para o empresário, que lucra com a movimentação do atleta, que ganha o dinheiro naquele momento, mas pode perder mais à frente;
3 - Fiscalização nos estádios, em especial nos utilizados para jogos da Primeira Divisão, para que o clube, sabendo ter uma equipe inferior, não danifique o seu gramado, visando nivelar por baixo a qualidade do espetáculo, objetivando unicamente o resultado. Ficando provada a má fé, o mandante perderia o direito de sediar suas partidas por um período predeterminado. Segurança, sinalização e higiene também seriam exigidas;
4 - Valorização dos times e seus jogadores perante os que frequentam estádios, para que os aficcionados deixem este fenômeno recente em nosso país da "torcida pela torcida", que deixa um pouco de lado o que acontece no gramado e acaba realizando uma festa no estádio por si mesma, só preocupada com o resultado final, que garantirá mais festa e cantorias na próxima partida. Sem craques, ídolos e futebol bem jogado, o torcedor se contenta com pouco, quer a vitória mesmo sem merecer e fica alheia à produção em campo;
5 - Trabalho de incentivo aos clubes para estimular, dar meios e tempo para seus treinadores armarem equipes que busquem o gol, abandonando o pragmatismo excessivo e o temor do desemprego nos primeiros resultados negativos. Reduzir a cobrança imediatista e só demitir em caso de demonstrações claras de incompetência e erro na condução do grupo de jogadores. Por último, abandonar definitivamente o maldito bordão "Quer espetáculo? Vá ao teatro!", tão presente nas declarações de profissionais envolvidos com o futebol nos últimos tempos.
Essas modificações, ainda que graduais, já proporcionariam um salto de qualidade no futebol apresentado em nosso país. Deveríamos também cobrar de nossos governantes uma economia ainda mais forte, uma moeda ainda mais valorizada, menos impostos, mais segurança e qualidade de vida para a população, para que nossos jogadores se motivassem a permanecer e fazer carreira no Brasil. Mas não desejamos, por agora, a utopia de resolver problemas seculares e acabar com desigualdades que existem muito antes de qualquer esporte em nossas terras.
De imediato, queremos de volta o prazer de assistir uma partida disputada com lisura, honra, vontade de ser o vitorioso com méritos e momentos de beleza. Assim encantamos o mundo, desta forma escrevemos lindos capítulos em cinco Copas do Mundo. O celeiro de craques continua produzindo. Só desejamos ter a oportunidade de vermos belos jogos sem termos como única opção ligarmos a TV nas transmissões de campeonatos de outros países, onde nossos principais craques desfilam seu talento a peso de ouro.
Este é o movimento dos "Sem-Craques"! A adesão é gratuita. Basta o amor e a fidelidade à essência do esporte mais apaixonante do Universo. Quem se habilita?
Daniel Perrone, 35 anos, publicitário, é sócio e diretor de criação da Diretta Web desde 1999, tendo passado por agências como a McCann Erickson, DPZ e Foote, Cone & Belding (FCB). Além de colunista da SPNet, é professor de publicidade online no Instituto Europeo di Design (IED), em São Paulo.