TABELA DIFICÍLIMA!
O São Paulo, além do Boca (um verdadeiro clássico) nesta quarta-feira, terá uma tabela dificílima nas quatro rodadas decisivas do campeonato Brasileiro. Serão quatro jogos e deles, três fora de casa e um contra a MSI/Corinthians antes do embate contra o Cruzeiro.
Já o Cruzeiro, teoricamente tem uma vida bem mais fácil. Três jogos em casa e um fora, contra o Goiás que, hoje em dia, não vem metendo medo nem em time de segunda divisão argentino. Porém, o time mineiro provou por A+B que a teoria na prática é outra. As derrotas ante o Juventude e o Flamengo não eram contra times teoricamente mais fáceis?
Veja a Tabela:
SÃO PAULO
Internacional (fora)
Flamengo (fora)
Corinthians (em casa)
Fluminense (fora)
CRUZEIRO
Figueirense (em casa)
Santos (em casa)
Goiás (fora)
Náutico (em casa)
Estes quatro jogos eu planejo, no mínimo, 8 pontos para o tricolor (duas vitórias e dois empates). Assim manteremos a folga na tabela e nos prepararemos para o grande jogo contra o vice-colocado, em nossa casa.´
Saudações tricolores!

ZERO HORA - GESTÃO DE CRAQUE:
COMO O SÃO PAULO VIROU MODELO DE CLUBE DE FUTEBOL
O internauta Luiz me chamou a atenção num comentário e reproduzo aqui um texto indicado por ele e publicado no jornal diário ZERO HORA, um dos mais conceituados do Rio Grande do Sul e, consequentemente, do país.
O texto ainda reforça a teoria (da qual compartilho) de que o São Paulo, com sua administração competente e vitoriosa, obriga os clubes do Brasil (e seus cartolas ultrapassados) a seguirem o mesmo exemplo na gestão de administração esportiva.
Assim como o tricolor paulista, clubes como Grêmio, Cruzeiro, Internacional e Santos já começam a entender que o segredo do sucesso não é mais "somente" a mística, camisa ou torcida. É preciso aliar tudo isso a um planejamento eficiente e uma gestão competente.
Leia abaixo a matéria na íntegra:
COMO O SÃO PAULO VIROU MODELO DE CLUBE DE FUTEBOL
O clube mais vencedor do país, tricampeão mundial e a caminho do penta no Brasileirão, mantém padrões de primeiro mundo e, a cada temporada, se torna imune a crises financeiras e cresce firme como uma grande empresa.
A foto é emblemática para definir os paradigmas de funcionamento que fazem do São Paulo o clube mais organizado, rico e vencedor do país. Rogério Ceni não está ao lado do Pernalonga por acaso. Em março, após um ano de negociação, o virtual pentacampeão brasileiro fechou parceria com a Warner Brothers Entertainment, que divide com a Disney a liderança no mercado mundial de licenciamento de marcas.
Para celebrar a parceria, 500 unidades do coelho mais simpático do mundo com a camiseta do clube foram colocadas à venda por R$ 99 na megaloja recentemente inaugurada no Morumbi. O lote esgotou-se em dias. Em dezembro, será a vez de fardar o Taz, o demônio da Tasmânia. Em Londres, o escritório da Warner analisa um guia de estilo para lançar bonecos de Rogério Ceni, o goleiro-lenda que lidera a defesa menos vazada do Brasileirão, com inverossímeis oito gols. Os lucros serão repartidos: 50% Warner, 50% São Paulo.
No Morumbi, as iniciativas são todas assim: grandiosas e apontando para um futuro gerador de receitas, como o golaço da Warner. Trabalha-se como empresa, sobretudo a partir de 2002, quando um grupo de grandes executivos introduziu métodos renovados de gestão com a diretoria. Mas o mais europeu dos clubes brasileiros não visa ao lucro pelo lucro. Talvez seja esse o segredo.
- Quando sobra dinheiro, investimos no patrimônio, que no futuro multiplicará receitas, pois vamos tratá-lo com mentalidade empreendedora. Nosso superávit é só de R$ 2,5 milhões por isso: não paramos de crescer - ensina João Paulo Jesus Lopes, assessor da presidência e craque da área financeira.
A história comprova Jesus Lopes. Para erguer o Morumbi, o São Paulo ficou de 1957 até 1970 sem ganhar nem torneio de bola de gude - naquele tempo jogava-se bola de gude. Em 1988, construiu o CT da Barra Funda, deixando o estádio apenas para jogos. Na segunda metade dos anos 90, amargou dificuldades - mas reformou o Morumbi. Como já era bicampeão do mundo, nem doeu tanto.
Em 2005 virou realidade o CT de Cotia. Numa área de 22 mil metros quadrados, avaliada em R$ 20 milhões, a meia hora de carro da capital paulista, funciona uma cidade para as categorias de base: 95 adolescentes desfrutam de estrutura profissional. Breno, 17 anos, candidato a melhor zagueiro do Brasileirão, é o primeiro fruto.
- A venda de jogadores já representou 70% da nossa receita. Hoje, é 40%. O objetivo é diminuir esta dependência e criar novas receitas. Estamos no caminho certo, mas ainda corremos risco: uma administração ruim colocaria tudo por água abaixo em três anos - adverte o supervisor Marco Aurélio Cunha, que admite: paga-se R$ 100 mil mensais com facilidade no São Paulo, cuja folha salarial é de R$ 4 milhões.
O clube planeja comprar uma área em Campos do Jordão para montar a primeira universidade do futebol do país, nos moldes do Pachuca, do México. A obsessão pelo crescimento, associada a ousadias como a da Warner, explica os motivos que fazem o São Paulo, no mínimo, transformar a zona de rebaixamento em assunto alienígena, seja qual for o presidente, técnico ou time da temporada. E produz cenas divertidas como a de Tata, auxiliar de Muricy Ramalho. Piadista emérito, ele passa pelos repórteres zunindo, testa franzida, mãos para trás e resmunga, para gargalhada geral:
- Pô, é uma zona esse clube. Assim não dá!
( diogo.olivier@zerohora.com.br )
Crédito: Zero Hora RS
Leia outra matéria do São Paulo no Zero Hora clicando aqui.
Entenda a "guerra esportiva e política" entre São Paulo, Internacional e Grêmio clicando aqui.



OPINIÃO: SÃO PAULO 2X0 FIGUEIRENSE
Quem vem no Morumba para jogar no mano a mano... dança!
Com uma formação interessante e dois tempos distintos, o São Paulo cumpriu com excelência sua tarefa de sair do Morumbi com uma vitória tranquila e alcançou mais três pontos importantes no Campeonato Brasileiro.
Muricy veio a campo mais uma vez com duas linhas de 4 jogadores. Na primeira tínhamos André Dias, Miranda, Alex Silva e Richarlyson. Na segunda linha tínhamos Zé Luis, Hernanes, Jorge Wagner e Leandro. Este último revezava as subidas com Dagoberto que, às vezes, voltava ao meio-campo para armar as jogadas. Borges era o único fixo lá na frente.
Já o Figueirense contrariou a previsão deste blogueiro e partiu num 3-4-3, com dois atacantes abertos nas pontas. A tática ousada acabou com o visitante que, sem ver a cor da bola durante todo o primeiro tempo, decretou nos 45 minutos iniciais o destino da partida, facilitando ainda mais o trabalho do São Paulo.
O time estava dinâmico, com Alex Silva subindo muitas vezes perigosamente ao ataque, além das trocas de posição entre Leandro e Dagoberto, que colocavam a marcação catarinense em parafuso. Os únicos fixos em suas posições eram Zé Luis e Borges. Richarlyson corria e marcava com muita eficiência, assim como Hernanes que, hoje, atuou um pouco fixo no campo defensivo.
Não demorou muito para Alex Silva conferir de cabeça, logo após linda jogada de Borges que culminou num escanteio, o primeiro tento.
Com a vantagem na mão, Muricy mudou o esquema do time para o 3-5-2, com Alex Silva de zagueiro mesmo, Hernanes pela direita e Jorge Wagner, pela esquerda. Assim, Richarlyson foi para o meio junto com Zé luis.
O São Paulo parecia querer resolver a partida rapidamente. Em outra bela jogada, um lançamento preciso de Richarlyson e uma linda jogada de Leandro, fazendo um zagueiro cair em cima do goleiro, antes de conferir o segundo gol. Era jogo de um time só. Azar do Figueira, que ousou medir forças no mano a mano no Morumbi com o São Paulo. Não sou fã do Mário Sérgio, mas a tática dele contra nós pela Sulamericana foi mais inteligente que a do Gallo, e por pouco eles não pegaram a vaga.
Enfim, a fatura da partida estava liquidada no fim do primeiro tempo.
O segundo tempo só serviu para "irritar o torcedor". Com o freio de mão puxado, o Sampa viu o adversário ter mais posse de bola, mas sem nenhum perigo efetivo para a meta de Ceni. O jogo caiu, em boa parte pela opção tricolor de poupar seus jogadores em campo. Algumas boas chances surgiram, mas de concreto e bonito, nada foi visto na segunda etapa.
Logo na saída os jogadores confirmaram essa intenção. Muricy, na coletiva após a partida criticou o excesso de jogos e confirmou que o jogo estava controlado no segundo tempo, por isso nada de colocar velocidade desnecessária.
Enfim, um jogo limpo, com apenas 3 amarelos (sendo que um para o Tardelli no último minuto de jogo), uma vitória previsível, inquestionável e a chance de aumentar ainda mais a vantagem na tabela.
Vamos agora, na quarta-feira, enfrentar os TRIhermanos em nosso campo e com vontade redobrada.
Saudações tricolores!
SÃO PAULO 2X0 FIGUEIRENSE
NOTA DOS PERSONAGENS DA PARTIDA
Rogério Ceni Apenas uma defesa. Nem sujou a linda camisa laranja. Nota: 7,0
André Dias Discreto, seguro e confiável. Partida boa deste zagueiro. Nota: 8,0
Alex Silva Alternou bons momentos na zaga com ótimas descidas para o ataque. E ainda fez o primeiro gol. Bela apresentação. Nota: 8,5
Miranda Mais uma partida segura diante da defesa são-paulina. Nota: 8,0
Richarlyson Belíssima partida, com desarmes e precisos lançamentos. Em um deles deixou Leandro na cara do gol. Nota: 8,5
Zé Luis Bela "estréia", já que atuou, pela primeira vez, durante a partida inteira. É volante de marcação e, dentro da sua função, fez uma boa partida. Quase um golaço antológico. Nota: 8,0
Hernanes Jogou recuado, sem muito brilho ofensivo, porpem com excelente cobertura no lado direito. Nota: 7,0
Jorge Wagner Não teve tanto destaque, mas ajudou no cadenciamento da partida, no meio-campo. Nota: 7,0
Leandro Muita movimentação e, desta vez, bem mais objetivo. Ótimas jogadas, antecipadas, roubadas de bola e descidas, que culminaram num lindo gol. Nota: 8,5
Dagoberto Uma grande partida, com muita mobilidade, que confundia a marcação dos catarinenses. Alternou diversas vezes de posição com Leandro. Nota: 8,5
Borges Boa apresentação, atuando dentro da área, às vezes servindo os companheiros, às vezes concluindo a gol. Na sua chance mais clara, enfiou a bola no travessão. Nota: 7,5
Aloísio Entrou e tentou algumas boas jogadas na sua característica. Nota: 7,0
Jadílson Com a sua entrada, Richarlyson voltou a ser volante no meio, ao lado de Zé Luis, fechando mais o time no segundo tempo. Nota: 7,0
Tardelli Entrou no finzinho e pouco fez. Sem nota.
Muricy Ramalho Inteligente formação (duas linhas de quatro jogadores e os dois atacantes revezando com Leandro), anulando o time do Figueirense no primeiro tempo e cadenciando o jogo, sem muitas surpresas, na segunda etapa. Os jogadores decidiram matar a partida no primeiro tempo para se poupar no segundo. Deu certo. Nota: 8,0
Arbitragem Muito tranquila e eficiente.
Torcida 44 mil pagantes, com muitas famílias e crianças. É muito bom ver o estádio assim. A torcida fez uma bela festa.
PRELEÇÃO: SÃO PAULO X FIGUEIRENSE
Em três partidas neste ano um mini tabu: Ainda não ganhamos do Figueirense. Tá certo que duas foram no Orlando Scarpelli e a no Morumbi o time não estava "muito afim" de passar de prosseguir na Sul-Americana... mas tá na hora de vencermos os catarinas neste ano. E a hora será agora.
Sim, será agora por dois motivos. O primeiro que precisamos dos três pontos em casa. Isso é indiscutível. Segundo que, na teoria, essa é uma rodada "favorável" para o tricolor abrir ainda mais margem, isso é, o jogo é relativamente fácil, enquanto que os adversários diretos tem partidas mais difíceis.
Mas no futebol a teoria, na prática, é zerada e o teoricamente fácil pode virar perigoso. Por isso temos que continuar com a mesma seriedade de sempre, como está sendo de costume.
Na zaga nenhum problema: Breno, suspenso, dá vaga a Alex Silva. Já a ala promete ser a dor de cabeça da vez: Souza, lesionado dá lugar a quem? Muricy faz mistério, mas na verdade não queria colocar Jackson (que tem estilo diferente) na ala. Eu iria com ele...
Aliás, que azar do Maurinho do Souza se contundir depois de seu empréstimo não?
No ataque, Borges e Aloísio (com vantagem para o segundo) brigam pela vaga ao lado do descansado Dagoberto.
O Figueira, em queda e seriamente ameaçado pelo rebaixamento, virá fechadíssimo, pronto para um empate ou uma eventual zebra. Zebra essa que vai passar bem distante do Morumbi.
O estádio promete estar cheio. Tem promoção bolacha neste sábado. Vamos fazer uma festa e, quem sabe, sair de lá com uma boa vitória para esperarmos quarta-feira, o dia do "Cala o Boca"!
Saudações tricolores!
BATE BOLA COM OS INTERNAUTAS
Aloísio x Borges Pessoal, não faço apologia ao Borges de graça. O cara tá fazendo gol. E mais; acredito que o Aloísio tem muita utilidade ao time, mas não como centroavante e sim como pivô. Ele prepara para quem vem de trás, isso é, não conclui a gol. Já o Borges fica para a conclusão de jogada, é o cara que põe o pé no final das jogadas. Ambos servem para o São Paulo mas, no momento, Borges tá fazendo gol. Entre um e o outro eu prefiro Borges, no momento.
São Paulo x Boca Vai ser uma pedreira. O Boca sabe jogar aqui no Morumbi, tanto é que deitou e rolou em cima do Santos de Robinho. Mas não é aquele timaço do começo do semestre. Sem Riquelme é um time comum com uma jogada mortal: Cruzamento para Palermo. Mas é o time mais competente e eficiente da Argentina, por isso toda atenção é pouca.
Torcida organizada x Richarlyson Sinceramente, o São Paulo é maior que organizada, jogador, diretor etc. etc. etc. O jogador hoje em dia é preparado e não se abala mais em não ouvir seu nome gritado. Claro que se gritassem seria muito mais agradável, mas no futebol profissional isso atualmente não faz a mínima diferença. Quem quiser gritar o nome de Richarlison faça como alguns setores da azul. Grite.
Pesquisa de torcidas Tem gente que vive exigindo de mim uma opinião sobre a pesquisa de torcidas da Folha de São Paulo. Não vou dar opinião, vou apenas citar um critério: Essa pesquisa não conta menores de 15 anos, onde o São Paulo é maioria devido as recentes conquistas. A decisão de um clube acontece entre os 8 e 12 anos e muito garoto virou a casaca nesta época para o tricolor. Normal. Outra coisa: a pesquisa não envolve mulheres. Se envolvesse, claramente o tricolor se beneficiaria. Mas não importa. O projeto da diretoria de ter, em 10 anos, a maior torcida do Brasil, tá firme. Mas precisa manter o nível de conquistas. Isso é que a gente exige da diretoria.
CT de Cotia Alguns apressados torcedores viviam pedindo retorno imediato de Cotia. Denílson (atualmente titular no Arsenal) Breno e Hernanes foram os primeiros grandes frutos deste grande projeto. Em 2008 e 2009 virão ainda mais revelações. Aguardem e prestigiem os garotos que subirem.
Brasileirão A rodada do fim de semana favorece o tricolor. Precisamos ganhar do Figueirense de qualquer jeito pois, após o Figueira, virá mais uma sucessão de pedreiras. É nóis!
Daniel Perrone, 35 anos, publicitário, é sócio e diretor de criação da Diretta Web desde 1999, tendo passado por agências como a McCann Erickson, DPZ e Foote, Cone & Belding (FCB). Além de colunista da SPNet, é professor de publicidade online no Instituto Europeo di Design (IED), em São Paulo.